Argentina prolonga quarentena e adverte para ajuntamentos clandestinos

Presidente argentino anunciou nesta sexta-feira (31) a nona extensão da quarentena, a mais prolongada do mundo, que continuará até, pelo menos, 16 de agosto sem modificações nas restrições, mas com maior controle e penalização sobre reuniões sociais clandestinas. “Até o dia 16 de agosto vamos manter as coisas como estão hoje. Nos últimos dias, notamos que o vírus está circulando mais e detectamos maior quantidade de contágios com mais internamentos e mais mortes”, anunciou o Presidente Alberto Fernández, a partir da residência oficial de Olivos, na região metropolitana de Buenos Aires.

A quarentena argentina será com mais controles, sobretudo no transporte público, que continuará restrito às atividades consideradas essenciais como pessoal de saúde.

Não haverá novas aberturas de atividades econômicas, mas as que já foram abertas, como pequenas lojas em ruas secundárias, poderão continuar. Nesta semana, depois de 131 dias de proibição, foram abertos, por exemplo, salões de beleza e cabeleireiros e alguns profissionais, como terapeutas e advogados, puderam voltar ao trabalho.

A tônica do anúncio passou pela responsabilidade de cada cidadão. Ciente do cansaço social que implicam mais de cem dias de quarentena, sobretudo na região metropolitana de Buenos Aires, o Presidente apelou ao comportamento individual.

“Convoco a todos a cuidar da vida e que o façamos por decisão própria. O esforço por abrir atividades nos obriga a ter muita responsabilidade social”, pediu, indicando que as flexibilizações em algumas atividades têm os seus custos.

“Entendemos que isso de acabar com a restrição tem esses custos se não formos responsáveis”, insistiu.

Fernández enfatizou a responsabilidade dos jovens que têm perdido o temor ao vírus e organizado festas clandestinas, burlando o controle da polícia. Numa mensagem direta a esse segmento social, pediu uma reflexão e advertiu sobre as consequências penais.

“Quero falar aos jovens a partir da minha alma, do meu coração. Sabemos que na juventude é importante a reunião com amigos. Também sinto saudade dos festivais, do futebol, do churrasco, mas não podemos. Peço, por favor, que façamos esse esforço e que nos ajudem. Peço que reflitam”, apelou Fernández, apontando contra “reuniões e festas clandestinas e escondidas que são de alto risco”.

A Argentina tem um acumulado de 185.373 infectados e 3.466 mortos. O crescente número de contágios, no entanto, não tem refletido num aumento da letalidade, que se mantém em 1,8%, metade da média da região.

O número de camas hospitalares ocupadas na área metropolitana de Buenos Aires, onde vivem 16 milhões de pessoas e onde se concentram 90% dos casos, continua em 64,5%.

Noticiasaominuto

Quinca Remígio

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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